Contexto: Escala mundial, responsabilidade local
A unidade da Suzano em Três Lagoas (MS) opera desde 2009 pela rota Kraft, com capacidade instalada de cerca de 3,2 milhões de toneladas de celulose por ano. Uma operação nessa escala gera um volume massivo de dados de processo — e carrega uma característica inerente à rota Kraft: a decomposição da lignina libera compostos voláteis que podem gerar percepção de odor nas comunidades do entorno.
Percepção de odor não é só uma questão de vizinhança. Emissões fugitivas têm peso ambiental, social e regulatório, e sua origem quase sempre está em uma anomalia de processo: um vazamento, uma falha operacional, uma variação não planejada. O problema nunca foi saber que algo aconteceu. Era saber quando, onde e se aquilo tem relação com o que chegou à cidade — ainda mais quando vento, temperatura e sazonalidade mudam a dispersão a cada evento.
A unidade já tinha práticas ambientais estabelecidas. O que faltava era uma ferramenta que identificasse emissões fugitivas de forma mais direta, agregando valor ao que já existia. A pergunta que orientou o projeto: dá para transformar dezenas de milhares de tags em um diagnóstico confiável do que causa a percepção de odor registrada pela comunidade?


